Desde tempos remotos, a prescrição médica da Cannabis tem sido uma ferramenta essencial na prática da medicina, representando a interface crucial entre o conhecimento científico e a saúde do paciente. No Brasil, essa evolução não foi diferente, refletindo não apenas avanços tecnológicos e científicos, mas também mudanças sociais, políticas e culturais. Uma área particularmente emblemática dessa evolução é a prescrição de medicamentos à base de Cannabis, cujo trajeto na medicina brasileira tem sido marcado por desafios e transformações significativas, principalmente nos últimos anos.

Década de 1940: Primeiros Passos
Na década de 1940, o Brasil vivia um período de grande influência das políticas de drogas dos Estados Unidos, o que resultou em uma legislação restritiva em relação ao uso da Cannabis e seus derivados. Nesse contexto, a prescrição médica de produtos à base da erva era praticamente inexistente, sendo amplamente estigmatizada e associada ao uso recreativo e ilícito.
Década de 1980: Início da Mudança
Durante a década de 1980, o Brasil testemunhou um crescente interesse na pesquisa sobre os potenciais terapêuticos da Cannabis, especialmente no tratamento de condições como epilepsia, dor crônica e doenças neurológicas. Apesar disso, a prescrição médica continuava sendo um tabu devido à legislação rigorosa e à falta de regulamentação específica para o uso medicinal da planta.
Anos 2000: Mudança de Paradigma
Os anos 2000 representaram um ponto de virada na percepção da Cannabis medicinal no Brasil. Com a crescente evidência científica sobre seus benefícios terapêuticos e uma maior conscientização sobre a necessidade de alternativas para pacientes com condições de saúde graves e refratárias, houve um movimento em direção à legalização controlada da prescrição médica de produtos à base da nossa planta favorita.
2015: Marco Regulatório
Em 2015, o Brasil deu um passo significativo ao aprovar a Lei nº 13.123/2015, que autorizava a produção, distribuição e prescrição de medicamentos à base de Cannabis para uso medicinal, desde que obedecidos critérios rigorosos e acompanhamento médico especializado. Essa legislação representou um marco na história da prescrição médica no país e foi bem avaliada ao redor do mundo por ser considerada precursora no seu segmento, abrindo portas para uma abordagem mais compassiva e baseada em evidências no tratamento de diversas condições de saúde.
2019: Regulamentação da Anvisa
Em dezembro de 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a regulamentação do registro e comercialização de produtos à base de cannabis para uso medicinal, estabelecendo critérios específicos de qualidade, segurança e eficácia. Essa medida foi recebida com entusiasmo por pacientes, médicos e defensores da Cannabis medicinal, representando um avanço significativo na disponibilidade e acessibilidade desses produtos no mercado brasileiro.
2020: Expansão do Acesso
No início de 2020, o Brasil deu mais um passo em direção à expansão do acesso à cannabis medicinal com a autorização da venda em farmácias de produtos à base de Cannabis para uso medicinal, desde que prescritos por profissionais de saúde habilitados. Essa medida foi celebrada como uma vitória para os pacientes que dependem desses medicamentos para alívio de sintomas debilitantes e como um reconhecimento da legitimidade da erva como uma opção terapêutica válida.

Hoje: Desafios e Oportunidades Futuras
Apesar dos avanços significativos na regulamentação da prescrição médica da Cannabis no Brasil, ainda existem desafios a serem superados. Questões como acesso equitativo, educação médica continuada e pesquisa científica são cruciais para garantir que os benefícios terapêuticos sejam maximizados e que os pacientes recebam o melhor cuidado possível. No entanto, o futuro parece promissor, com uma crescente aceitação da Cannabis medicinal pela comunidade médica e uma maior conscientização sobre suas aplicações terapêuticas.Em resumo, a evolução das prescrições médicas no Brasil reflete não apenas um progresso científico e regulatório, mas também uma mudança de paradigma na abordagem da saúde e no papel do médico como provedor de cuidados holísticos e compassivos. À medida que continuamos a trilhar esse caminho, é fundamental manter um diálogo aberto e colaborativo entre pacientes, profissionais de saúde, legisladores e a sociedade em geral, garantindo que todos tenham acesso aos tratamentos de que precisam para uma vida saudável e digna.
Texto feito por: Brayan Valêncio

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