A chamada guerra às drogas tem sido uma política global de séculos, que teve a cannabis como um de seus principais alvos e que até hoje causa enorme desinformação nas mais diferentes esferas da sociedade.

No entanto, ao longo dos anos, a demonização dessa planta vem sendo questionada por uma série de motivos, incluindo avanços na pesquisa médica, vestuário e cosmética e também pela crescente conscientização sobre os custos sociais e econômicos associados à sua criminalização.
A cannabis foi durante muito tempo estigmatizada e rotulada como uma droga perigosa e chamada de “destruidora de famílias”. Isso levou à sua classificação como substância controlada em muitos países, sujeita a penas severas para o cultivo, posse e distribuição. No entanto, a realidade científica da cannabis tem se mostrado muito mais complexa do que meros achismos e preconceitos.
Avanços na pesquisa médica revelaram uma série de propriedades terapêuticas associadas à cannabis. Seus compostos ativos, chamados canabinoides, têm sido usados no tratamento de condições como epilepsia, dor crônica, esclerose múltipla e náusea induzida pela quimioterapia. Essas descobertas levaram muitos a questionar por que uma planta com benefícios medicinais está sujeita a punições tão severas.

Além disso, a guerra às drogas mostrou-se ineficaz em conter o uso da cannabis. Milhões de pessoas em todo o mundo continuam a consumi-la, apesar da criminalização, alimentando um mercado negro que financia atividades ilegais e representa um custo significativo para o sistema de justiça criminal. A guerra às drogas, além de mostrar-se ineficaz em conter o uso da cannabis, as pessoas não deixaram de consumi-la. Escancara um viés racista e preconceituoso, onde já ficou nítido só valer para pessoas pretas ou periféricas, entupindo o sistema carcerário e perpetuando injustiça e desigualdade social, marginalizando comunidades inteiras. É hora de repensar políticas, focando na educação, na saúde e na inclusão social, para que igualdade e o respeito sejam a base de nossas escolhas, e não o estigma e o preconceito.
Vale lembrar que o Brasil começou a julgar a descriminalização do porte da maconha para uso pessoal. O Supremo Tribunal Federal está a um voto a favor da descriminalização e já formou maioria para que usuário e traficante sejam enquadrados de formas diferentes e com regras específicas. O julgamento está suspenso por um pedido de vista do ministro André Mendonça.

Essas mudanças no Brasil e em diversos outros países refletem uma compreensão crescente de que a criminalização não é a abordagem mais eficaz para lidar com a cannabis.
A descriminalização e a legalização da cannabis também têm implicações econômicas. A indústria da cannabis está se expandindo rapidamente, criando empregos e gerando receitas fiscais significativas em áreas onde foi legalizada. Isso levou muitos governos a ver a regulamentação da cannabis como uma oportunidade para fortalecer suas economias.
Dito tudo isso, a demonização da cannabis como parte da guerra às drogas precisa ser reavaliada à medida que a pesquisa médica e o reconhecimento dos custos da criminalização levam a uma mudança de perspectiva.

A possibilidade de descriminalização ou legalização da cannabis continua a ser um tópico de debate e está moldando as políticas em todo o mundo à medida que os governos buscam encontrar o equilíbrio entre a regulamentação e os valores enraizados e subjetivos que ainda estão presentes no inconsciente social.
Texto: Brayan Valêncio
Leia tambem:
ExpoCannabis Brasil 2023: Celebrando a Cultura da Cannabis
A Ciência por Trás do Efeito High da Cannabis
Filha da terra: a cannabis é essencial para a recuperação do solo

Somos a leds indoor, marca que nasceu em 2018 com o propósito de oferecer produtos de alta performance no cultivo indoor, com um atendimento de qualidade e empatia com as necessidades do cliente.
Nossa visão é se consolidar no mercado oferecendo linhas de equipamentos de fabricação própria com qualidade de ponta a ponta.
Acompanhados de nossos valores, que são o relacionamento com o cliente, comunicação transparente e qualidade nos produtos e informações, sendo uma referência de confiança na área.