Nos últimos anos, o uso de cannabis no esporte de alta performance emergiu como um tema quente de debate, especialmente no contexto dos Jogos Olímpicos. A crescente aceitação da Cannabis como uma substância medicinal e a reavaliação de suas propriedades terapêuticas têm levado muitos atletas a considerar seus benefícios para o desempenho esportivo.
Com base nisso, muitos especialistas já avaliam que a Cannabis pode auxiliar os atletas olímpicos e também que há modalidades em que seu uso tem sido mais notável.
A Cannabis, composta por várias substâncias ativas como o THC (tetraidrocanabinol) e o CBD (canabidiol), oferece uma gama de benefícios que podem ser atraentes para os atletas. Entre eles, destacam-se:

Alívio da dor e inflamação: O CBD é amplamente reconhecido por suas propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, ajudando atletas a gerenciar dores crônicas e a recuperação de lesões.
Redução da Ansiedade: O uso de cannabis pode ajudar a diminuir a ansiedade pré-competição, proporcionando um estado mental mais calmo e focado.
Melhora do sono: O sono é crucial para a recuperação muscular e a performance geral. A cannabis pode auxiliar na melhora da qualidade do sono, promovendo um descanso mais reparador.
Estímulo do apetite: Para atletas que precisam manter ou ganhar peso, a cannabis pode aumentar o apetite, facilitando a ingestão calórica necessária.
Diversas modalidades esportivas têm visto atletas se beneficiando do uso da nossa ervinha favorita. Alguns exemplos incluem:
Corrida, atletismo e futebol: Atletas como Megan Rapinoe, estrela do futebol e defensora do uso do CBD, destacam-se por utilizar a substância para recuperação e alívio de dores.
Esportes de contato: Lutadores de MMA e boxeadores têm se voltado para a planta para tratar lesões e inflamações. Nate Diaz, famoso lutador de MMA, é um defensor vocal do uso do CBD.
Esportes de inverno: Atletas como Ross Rebagliati, esquiador canadense que ganhou ouro nas Olimpíadas de Inverno de 1998, têm historicamente usado cannabis para melhorar o foco e a recuperação.
O uso da Cannabis no esporte tem avançado significativamente, com várias ligas esportivas e organizações reavaliando suas políticas. A Agência Mundial Antidoping (WADA), por exemplo, retirou o CBD de sua lista de substâncias proibidas em 2018, um passo importante que refletiu a crescente aceitação do canabidiol no tratamento de lesões e melhora do desempenho.
Nos Estados Unidos, a NFL (National Football League) e a NBA (National Basketball Association) têm adotado abordagens mais lenientes em relação ao uso da erva, permitindo que os atletas usem CBD para fins terapêuticos. Esses avanços refletem uma mudança de paradigma, onde a saúde e bem-estar dos atletas são priorizados.
Entre os atletas que defendem abertamente o uso da Cannabis, alguns se destacam tanto por suas conquistas quanto por suas controvérsias:

Michael Phelps: O nadador mais condecorado da história olímpica foi flagrado usando Cannabis em 2009. Apesar de ter sofrido uma suspensão, Phelps continuou a competir e a conquistar medalhas, gerando discussões sobre a relevância da cannabis no contexto do doping.

Sha’Carri Richardson: A velocista americana foi desclassificada dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 após testar positivo para THC. O caso de Richardson gerou um debate global sobre a inclusão da cannabis na lista de substâncias proibidas e o impacto desproporcional dessas regras sobre atletas de diversas origens.

Usain Bolt: o campeão olímpico e recordista mundial dos 100m e 200m rasos, já gerou controvérsia ao admitir que consume a erva. Em entrevista, o homem mais rápido do mundo destacou a hipocrisia em torno do tema. Bolt apontou que, apesar de seu sucesso e disciplina no esporte, ainda enfrenta julgamentos por seu uso da erva, questionando a coerência e a moralidade das críticas dirigidas a ele.

Daniel Chaves: o maratonista olímpico que representou o Brasil em Tóquio, utiliza o CBD para controlar dores, ansiedade e depressão, tendo quase abandonado a carreira esportiva. O atleta relatou que a planta é essencial para seu físico e emocional, deixando-o equilibrado e focado durante os treinos. Daniel tem acompanhamento médico contínuo com seu tratamento, garantindo que seu uso seja seguro e eficaz.
Com tudo isso, é possível afirmar que inclusão da Cannabis no esporte de alta performance é um tema que divide opiniões. Enquanto alguns argumentam que a planta pode oferecer vantagens injustas, outros destacam seus benefícios terapêuticos e sua capacidade de melhorar a saúde e o bem-estar dos atletas. A sociedade continua a debater o equilíbrio entre manter a integridade esportiva e promover a saúde dos atletas.
Com a evolução contínua das pesquisas e a mudança das percepções culturais sobre a Cannabis, é provável que vejamos mais avanços na integração dessa planta no esporte de alta performance. À medida que mais atletas defendem seu uso e mais ligas esportivas ajustam suas políticas, o futuro da erva no esporte parece promissor e repleto de possibilidades.
A Cannabis, outrora estigmatizada, está encontrando seu lugar no mundo do esporte de alta performance. De atletas de elite a ligas esportivas, a planta está sendo reconhecida por seus benefícios terapêuticos. Contudo, a jornada para a plena aceitação ainda enfrenta desafios e controvérsias. À medida que a sociedade continua a evoluir, a discussão sobre o uso da Cannabis no esporte continuará a moldar o futuro das competições e a saúde dos atletas.
Texto feito por: Brayan Valêncio

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